Working Paper Series


Working Paper 11 • 2024

Food Movements in Germany. Analysis of actors in the socio-ecological transformation of the food system

Abstrato

Around the world, social movements are protesting against the corporate food regime (Friedmann & McMichael, 1989), denouncing the injustices associated with its structural dynamics of neoliberal capitalism, patriarchal domination, racism, coloniality, epistemic violence, and anthropocentric exploitation (Motta, 2021b; Holt Giménez & Shattuck, 2011; Holt-Gimenez & Patel, 2012). Many food movements are calling for a socio-ecological transformation and creating alternative forms to produce, share, prepare, consume and dispose of food, based on relations of care, solidarity and respect. In their heterogeneity, they provide a good analytical lens to explore the multiple and intersectional dimensions of food inequalities denounced and the directions of change desired by organized movements from civil society (Motta, 2021a). But which are the food movements that mobilize for a socio-ecological transformation of food politics in Germany? What are the main dimensions and intersections of inequalities addressed by them?

Based on an explorative mapping, this research identifies relevant food movements in Germany, their discourses and agendas. It takes as units of analysis food movements organizations with considerable collective actions and participation in social mobilization on a national scale during the last 5 years (2018-2023). Using an analytical framework elaborated in dialogue with theoretical and conceptual works on food movements, food inequalities, and dynamics of transformation in the food regime, the empirical data is presented along the categories: types of movements and activist discourses, time of emergence, juridical form, dimensions of food inequalities addressed, categories of intersectional inequalities considered, spatial locus of action (urban/rural), phases of the food system, sphere of social change most frequently targeted by the food movements. Based on the data, the dynamics of transformations are discussed.

Applying a qualitative and quantitative methodology which combined content analysis and coding, the research results in a mapping of the actors (Mayring & Fenzl, 2019; Saldaña, 2021). This working paper aims to give a first overview of food activism in Germany by assessing the actors in this field of social mobilisation and analysing their emancipatory potentials and limits.

_ Keywords: Food movements, food inequalities, food justice, agrarian movements, Germany, socio-ecological transformation

Working Paper 10 • 2024

Kurzauswertung Befragung „Wir haben es satt!“ 2024

Abstrato

The large-scale protest “We’re Fed Up!” organized by the My agriculture alliance has been taking place every year since 2011 at the start of the Green Week agricul-tural trade fair in Berlin. The alliance campaigns for sustainable and fair agriculture and food production and calls for a turnaround in agriculture and nutrition. “We’re fed up!” is one of the central case studies of the BMBF junior research group Food for Justice: Power, Politics and Food Inequalities in a Bioeconomy at the Hei-delberg Center for Ibero-American Studies, Heidelberg University. The project in-vestigates different axes of food inequalities, in various scales and spatialities, and their dynamics of reproduction and change in food politics. The case study “We’re fed up!” explores the key justice demands that mobilize citizens to denounce food inequalities and call for alternative food policies in different regions of the world.On January 20, 2024, researchers from Food for Justice conducted a survey with participants in the “We’re fed up!” protest with the support of volunteer interview-ers. The collected data provides insights on the demographics of the protesters, their concerns, political attitudes, and how they contribute to supporting a differ-ent approach to agriculture through their consumption and lifestyle choices. This brief summary presents the methods and selected results of the survey.

_ Keywords: We’re fed up, social mobilization, protest survey, agrarian and food transi-tion, food justice, Germany

Working Paper 9 • 2024

Políticas de segurança alimentar e nutricional nos municípios brasileiros

Abstrato

Esta publicação registra ideias centrais que emergiram em torno da atividade autogestionada “Política de Segurança alimentar e nutricional no âmbito municipal: contexto e oportunidades”, realizada de forma virtual no V Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (V ENPSSAN, 2022). Garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada e o alcance das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) passam, necessariamente, por reconhecer o papel central dos municípios na execução de ações e construção de diálogos locais, de forma integrada com os demais poderes públicos e áreas governamentais, como propõe o Sistema Nacional de SAN. No debate emergiram reflexões sobre monitoramento da segurança/insegurança alimentar populacional, definições e conceitos associados às políticas públicas de SAN, relatos de experiências municipais, bem como oportunidades para a retomada e fortalecimento das políticas de SAN nos municípios. Foram identificados oito potenciais enfoques para contribuir com o campo de pesquisas sobre políticas públicas de SAN no contexto municipal: governança participativa; diversidade territorial e a relação rural-urbano; institucionalidades; atuação da sociedade civil; intersetorialidade; escalas e dis-tintas espacialidades; interface com a agenda socioecológica; e capacidades estatais. Por fim, identificou-se também temas e alguns desafios para a efetividade das políticas de SAN municipais. Este documento traz contribuições coletivas às distintas janelas de oportunidades que atualmente se encontram em frente aos diversos atores sociais envolvidos nas políticas de SAN municipais. Neste sentido, destacamos a retomada da agenda pública guiada e fortalecida pelo Governo Federal (a partir de 2023), a retomada do Consea nacional e a ocorrência, em 2024, de eleições municipais.

_ Keywords: Política Pública, Municípios, Segurança Alimentar e Nutricional

Working Paper 8 • 2023

The impact of the Covid-19 Pandemic at the Slow Food Movement

Abstrato

O surto do coronavírus foi declarado uma pandemia global em março de 2020, fazendo com que muitos países entrassem em lockdown para tentar contê-lo e evitar ou diminuir a sobrecarga dos sistemas nacionais de saúde. Como o trabalho e os estudos passaram a ser on-line e o distanciamento social tornou-se uma regra de segurança, os movimentos sociais também tiveram de se adaptar. Além disso, os movimentos de alimentos ganharam mais relevância, pois uma das primeiras preocupações foi manter a produção e a distribuição de alimentos em todo o mundo, apesar das paralisações. Este artigo tem como objetivo analisar os impactos da pandemia de Covid-19 no movimento Slow Food, como ela mudou a organização, a agenda e as ações do movimento. Ele se baseia em pesquisa empírica em dois países: Brasil e Alemanha, e analisa três momentos da pandemia, desde seu primeiro impacto em 2020 até as adaptações e continuidades em 2021 e 2022. Este trabalho se baseia em uma etnografia presencial e virtual e faz parte de uma investigação mais ampla sobre o movimento em ambos os países.

_ Keywords: Covid-19 pandemic, Food movements, Slow Food, Germany, Brazil

Working Paper 7 • 2023

Food and urban politics in Belo Horizonte: agroecology, activist coalitions, and bottom-up technologies of sustainable urbanization

Abstrato

O objetivo deste documento de trabalho é contribuir para o debate emergente entre os estudos urbanos e alimentares, trazendo à tona a dimensão sociopolítica do sistema alimentar e seu contexto urbano. Orientado pelas questões gerais de pesquisa do projeto “Food for Justice: Poder, Política e Desigualdades Alimentares em uma Bioeconomia “1, esta pesquisa está inserida em um estudo de caso sobre política alimentar na cidade de Belo Horizonte. Ela trata das inovações sociais dos movimentos agroecológicos e de moradia da cidade e dos moradores da Izidora, habitantes do chamado “assentamento informal”, cujo engajamento na luta por moradia e pelo direito à cidade produziu conquistas notáveis na construção de coalizões ativistas e na ressignificação de espaços urbanos marginais. Com base no trabalho de campo etnográfico digital que realizei entre janeiro e dezembro de 2020, analiso o contexto, o uso e o alcance dessas inovações sociais como um instrumento para transformar o desenvolvimento urbano nas periferias de Belo Horizonte.

_ Keywords: Urbanization, Food Politics, Urban Politics, Agroecology, Social Movements

Working Paper 6 • 2022

Retrato da situação de segurança alimentar e nutricional em Belo Horizonte

Abstrato

Esta publicação analisa a situação de insegurança alimentar na cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais e município reconhecido nacionalmente
por um histórico de execução de políticas públicas de segurança alimentar. Os dados analisados foram coletados por meio de pesquisa de opinião pública representativa da população belo-horizontina, realizada em pontos de fluxo distribuídos em
113 bairros entre os dias 7 e 27 de abril de 2022. Esta pesquisa foi coordenada pelo
Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia, da Freie Universität Berlin (Alemanha), em parceria com pesquisadoras/es do Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar
e Saúde (GEPPAAS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Fórum de
Pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar de Belo Horizonte, da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Belo Horizonte,
do Instituto Fome Zero (IFZ) e Centro de Estudos das Metrópoles da Universidade
de São Paulo (CEM/USP). Os percentuais de insegurança alimentar verificados no
município de Belo Horizonte são semelhantes aos registrados por pesquisas recentes realizadas em escala nacional, sendo a insegurança alimentar leve presente
em 30,1% dos domicílios, a moderada em 12,4% dos casos e a grave em 13,2%.
Verificou-se que domicílios chefiados por única pessoa do sexo feminino (63,3%)
ou de raça ou cor parda (57,3%) e preta (68,4%), ou ainda, quando tinham em sua
composição crianças de até 4 anos (66,9%) ou crianças e adolescentes de 5 a 17
anos (64,7%) apresentavam maior frequência de insegurança alimentar, somados
os seu três gradientes. A frequência de insegurança alimentar é também maior
nos domicílios cuja renda per capita é equivalente a até ¼ do salário-mínimo (R$
303,00, trezentos e três reais) (86,9%). A insegurança alimentar se reproduz a partir do entrelaçamento de desigualdades, o que exige um conjunto amplo de ações
que venham a superar tais assimetrias, o que inclui uma ação estatal que articule
diferentes níveis e esferas de poder, com participação popular, e de abordagem intersetorial, que integre e assegure um conjunto de direitos e políticas à população
mais vulnerável.

_ Keywords: segurança alimentar desigualdades alimentares políticas públicas Belo Horizonte